Desgaste dentário
Seus dentes estão ficando mais curtos? Não é impressão. E tem causa.
Desgaste não é envelhecimento normal do dente. É a marca que uma força deixou, e ela costuma estar ativa até hoje. Reconstruir sem descobrir qual é essa força é refazer o mesmo trabalho daqui a alguns anos.
Resposta na hora, a qualquer hora

Você reconhece algum destes?
Como o desgaste se anuncia
- Dentes da frente mais curtos do que você lembra
- Borda dos dentes reta, achatada ou com pequenas quebras
- Sensibilidade ao frio ou ao doce, sem cárie diagnosticada
- Manchas amareladas aparecendo no meio do dente
- Restauração ou faceta que solta, lasca ou trinca com frequência
- Dente que ficou translúcido ou 'transparente' na ponta
Esses sinais dizem que algo aconteceu. Eles não dizem o quê. É aí que a avaliação faz diferença, porque o tratamento certo depende da causa.
Desgaste não é uma coisa só
A palavra "desgaste" cobre mecanismos diferentes, com condutas diferentes. Separar isso é a primeira coisa que faço:
Atrito é dente contra dente. É a marca clássica do bruxismo: borda reta, faces que encaixam como duas peças, desgaste simétrico.
Erosão é ácido dissolvendo o esmalte. Vem de refluxo, de alimentação muito ácida ou de outras condições de saúde. O padrão é diferente: o dente fica liso, brilhante, arredondado, e a sensibilidade costuma vir antes da mudança de forma.
Abrasão é atrito com algo que não é dente. Escovação com força excessiva, escova dura, hábitos como morder objetos. Costuma marcar perto da gengiva.
Na vida real, o mais comum é a combinação. Uma pessoa que aperta os dentes e tem refluxo perde estrutura muito mais rápido do que qualquer um dos dois isolado. Tratar só um deles explica por que "já restaurei e voltou".
Por que importa tratar antes
Esmalte não se regenera. O que se perde, se perde, e a estrutura que resta é finita.
Quando o desgaste avança, três coisas acontecem em sequência. Primeiro a sensibilidade, porque a camada interna do dente fica mais exposta. Depois a mudança de forma e proporção, que é o que faz o sorriso parecer "gasto" ou envelhecido. Por último, a perda de altura da mordida, que muda a forma como a boca inteira encaixa e traz junto o desconforto na articulação.
Quanto mais cedo, mais conservador é o reparo, e mais dente seu sobra debaixo dele. Essa é a razão prática de olhar isso agora e não daqui a cinco anos.
Como eu trato
A ordem é sempre esta, e ela é o oposto do que costuma acontecer:
1. Descobrir e controlar a causa. Atrito, erosão ou os dois. Se for atrito, entra o manejo do bruxismo e a proteção. Se houver suspeita de refluxo ou outra condição, você é encaminhada. Isso não é empurrar o caso, é tratar direito.
2. Medir o que se perdeu. Registro do desgaste, avaliação da mordida e de quanto de forma precisa ser devolvido. Nem todo desgaste precisa de reconstrução: um desgaste antigo, estável e sem sintoma pode simplesmente ser acompanhado, e dizer isso é parte do trabalho.
3. Devolver a forma, sem gastar mais dente. Quando o reparo é indicado, faceta de resina permite reconstruir a borda aderindo ao que restou, sem desgastar o dente saudável em volta.
4. Acompanhar. O desgaste é o registro de uma força. Acompanhar é como se sabe se ela continua ativa, e é por isso que a avaliação da articulação faz parte até das minhas consultas de limpeza.
Sem surpresa
Como é a avaliação do desgaste
Histórico e hábitos
Alimentação, refluxo, sono, apertamento, escovação, uso de medicamentos. É o que separa atrito de erosão, e a conduta muda por causa disso.
Exame e registro fotográfico
Fotografia padronizada do que existe hoje. Sem esse registro é impossível responder daqui a um ano se o desgaste avançou ou parou.
Avaliação da mordida e da articulação
Como os dentes se encontram e como a articulação está respondendo. É o que diz se a causa ainda está ativa.
Plano com prioridade
O que é urgente, o que é estético e o que pode ser só acompanhado, separados com clareza, para a decisão ser sua.

Sobre valores
O que faz o valor variar
Cada boca é uma boca, e por isso não existe um preço de tabela honesto para publicar aqui. O que existe é o que muda o cálculo:
- Quantos dentes precisam de reparo, e quanto de forma foi perdida em cada um
- Se a causa exige placa, acompanhamento ou encaminhamento junto
- Se o caso pede apenas acompanhamento fotográfico, sem intervenção agora
- A técnica indicada para devolver a forma no seu caso
- O número de sessões, que cresce com a quantidade de dentes envolvidos
O valor exato eu respondo na hora, pelo WhatsApp, a qualquer hora do dia.
Perguntar o valor agoraAntes de marcar
Perguntas frequentes
Dente desgastado volta a crescer?
Não. Esmalte não se regenera. O que se faz é devolver a forma com material aderido ao que restou e, mais importante, interromper a causa para o que sobrou parar de se perder.
É melhor esperar parar de desgastar para reconstruir?
Esperar sem controlar a causa só significa reconstruir com menos dente disponível depois. O caminho é controlar a causa e avaliar o reparo. Nem sempre no mesmo mês, mas no mesmo plano.
Preciso de lente de contato ou coroa?
Na maior parte dos desgastes por atrito, não. Reconstruções aderidas resolvem sem desgastar dente saudável, e são reversíveis e reparáveis. Coroa é indicada quando a perda de estrutura é grande, e nesse caso você vai ouvir por que.
Como sei se meu desgaste está avançando?
Por comparação. Sem registro fotográfico padronizado, a resposta é palpite. Com ele, a resposta é objetiva, e é por isso que a fotografia entra já na avaliação.
Isso tem a ver com a minha dor de cabeça?
Pode ter. Desgaste por atrito e dor de cabeça matinal costumam ter a mesma origem: sobrecarga da musculatura da mastigação. Veja DTM e dor orofacial.
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Resposta na hora
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