DTM e dor orofacial
Estalo, travamento, dor que irradia: a consulta que investiga a causa.
DTM é o nome do conjunto de problemas que afetam a articulação da mandíbula e os músculos que você usa para mastigar. Ela raramente aparece sozinha, e quase nunca é resolvida tratando um dente de cada vez.
Resposta na hora, a qualquer hora

Você reconhece algum destes?
Como a DTM costuma se apresentar
- Dor ou cansaço ao mastigar, muitas vezes só de um lado
- Estalo, estouro ou areia ao abrir e fechar a boca
- Dor de cabeça nas têmporas, que já começa ao acordar
- Zumbido, pressão ou dor no ouvido, com audiometria normal
- Mandíbula travando, ou abrindo torto
- Dentes desgastados, sensíveis ou trincados sem cárie
Não é preciso ter todos. O que chama atenção é o conjunto, e a frequência com que esses sinais são atribuídos a outra coisa por meses antes de alguém olhar a articulação.
O que é DTM, sem jargão
A articulação temporomandibular, a ATM, é a que liga a mandíbula ao crânio, logo à frente do ouvido. Você a usa para falar, mastigar, engolir e bocejar: são milhares de movimentos por dia, mais que qualquer outra articulação do corpo.
Quando essa articulação, ou a musculatura que a move, passa a trabalhar sob sobrecarga, o corpo avisa. Disfunção Temporomandibular (DTM) é o nome do conjunto de sinais e sintomas que aparecem daí: dor, ruído, limitação de movimento e as consequências dessa sobrecarga nos dentes.
DTM não é uma doença única com uma causa única. É multifatorial: apertamento e ranger de dentes, trauma, sobrecarga muscular, sono ruim, questões articulares e o momento de vida da pessoa entram na conta em proporções diferentes em cada caso. É por isso que o mesmo tratamento não serve para todo mundo, e por isso a investigação vem antes.
Por que a dor engana tanto
A dor de origem muscular na face irradia. Uma musculatura sobrecarregada perto da têmpora manda dor para a cabeça; na mandíbula, manda para o ouvido e para o pescoço. É por isso que muita gente passa antes pelo otorrino, pelo neurologista ou por meses de analgésico: a dor é procurada onde ela aparece, e não onde ela nasce.
Do outro lado, o desgaste que aparece nos dentes é lido como "dente gasto" e tratado com restauração. A restauração dura pouco, porque a força que a quebrou continua agindo.
Investigar não é um passo a mais: é o passo que evita repetir todos os outros.
Como eu trato
O primeiro princípio é conservador e reversível. Isso é consenso na área e é uma escolha ética: antes de mexer de forma definitiva na mordida ou nos dentes, esgota-se o que pode ser desfeito.
Na prática, o plano costuma combinar:
Entender e reduzir a sobrecarga. Boa parte do alívio vem de identificar o que representa sobrecarga para você: apertamento, hábitos, postura, sono, rotina. Essa parte se constrói na conversa, antes de qualquer aparelho.
Proteger o que está sofrendo. Enquanto a causa é tratada, o objetivo é diminuir a carga que chega aos dentes, aos músculos e à articulação. A forma dessa proteção muda conforme o caso: pode ser uma placa, o ajuste de hábitos que sobrecarregam ou uma mudança na forma de mastigar. Proteger alivia; não substitui tratar a causa.
Cuidar da musculatura. Orientação de autocuidado, exercícios e agulhamento úmido, que solta os pontos-gatilho, aqueles nós musculares que doem e espalham dor para outros lugares. Quando o caso pede, o trabalho é feito junto com a fisioterapia.
Reparar o que já se perdeu, por último. Desgaste reconstruído antes de a causa estar sob controle costuma voltar. A ordem importa.
Se o seu caso precisar de outra área, você vai ouvir isso de mim. Encaminhar não é abrir mão do caso: é reconhecer a dimensão dele. Boa parte dos quadros de dor melhora quando mais de uma especialidade trabalha junta, e eu sigo acompanhando você do meu lado.
Sem surpresa
Como é a consulta investigativa
A história inteira
Quando começou, o que piora e o que alivia, como anda o sono, o que já foi tentado e por quem. É a parte mais longa da consulta, e a que mais decide o diagnóstico.
Exame da articulação e dos músculos
Palpação da ATM e da musculatura da mastigação e do pescoço, medida da abertura, avaliação dos ruídos e do trajeto da mandíbula ao abrir.
Como os dentes se encontram
Avaliação da mordida e registro do desgaste: o que já foi marcado, onde, e se parece antigo e estável ou ativo.
O seu Dossiê Diagnóstico
Toda consulta investigativa termina com ele, e ele é seu: por escrito, o que está acontecendo, o que fazer primeiro, o que pode esperar, o que não é necessário e quando faz sentido envolver outro profissional. É o documento que permite reler em casa, comparar e decidir com calma, porque a decisão sobre o seu tratamento é sua.

Sobre valores
O que faz o valor variar
Cada boca é uma boca, e por isso não existe um preço de tabela honesto para publicar aqui. O que existe é o que muda o cálculo:
- Se o caso pede apenas acompanhamento e orientação, ou também placa e reabilitação
- Quantos dentes já sofreram desgaste e quanto de forma precisa ser devolvido
- Se há necessidade de exame de imagem complementar
- Se o tratamento vai ser conduzido junto com fisioterapia ou outra especialidade
- O número de sessões de acompanhamento que o seu caso exigir
O valor exato eu respondo na hora, pelo WhatsApp, a qualquer hora do dia.
Perguntar o valor agoraAntes de marcar
Perguntas frequentes
DTM tem cura?
A pergunta honesta é outra: dá para controlar e conviver sem dor? Na maioria dos casos, sim, com tratamento conservador e acompanhamento. Prometer cura seria desonesto, porque a DTM é multifatorial e alguns fatores (estresse, sono, hábito) não são eliminados, são manejados.
Preciso de tomografia ou ressonância?
Nem sempre. Boa parte dos casos é diagnosticada clinicamente, com história e exame. Exame de imagem é pedido quando muda a conduta, não por rotina. Se você já tiver algum, traga.
A placa vai resolver?
A placa protege os dentes e a articulação da carga. Ela não faz a pessoa parar de apertar, e por isso placa sozinha, sem investigar o que está por trás, costuma virar manutenção eterna. Leia mais em bruxismo.
Vou precisar de aparelho ou mexer na minha mordida?
Tratamento irreversível (desgastar dentes, mudar a mordida em definitivo) não é o primeiro passo, e na maior parte dos casos não é passo nenhum. Começa-se pelo que pode ser desfeito.
Quantas sessões são?
Depende do caso. A investigativa é uma. Depois disso, o acompanhamento costuma ser espaçado, e o número real você vai saber ao final da primeira consulta, não antes dela.
Você atende por convênio?
O atendimento é particular. Forneço a documentação para você solicitar reembolso ao seu convênio, quando ele prevê.
Resposta na hora
Ainda com dúvida se é o seu caso?
Mande uma mensagem contando o que você está sentindo. A resposta vem na hora, a qualquer hora do dia, com horários reais. Você decide depois.